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Uma única rosa na Roseira

Uma jovem flor arriscando no mercado musical solo autoral (foto: Sarah Santos).
Uma jovem flor arriscando no mercado musical solo autoral (foto: Sarah Santos).

Com 19 anos de carreira, a cantora, compositora e multi-instrumentista mineira Lu Mattos desponta no cenário musical e exala seu melhor momento. Após uma longa trajetória de aprendizado, a artista acredita estar pronta para um novo desafio e se prepara para o show de lançamento de seu primeiro trabalho solo autoral, o CD “Roseira”.

Produzido por Pedro Cassini, o álbum possui nove faixas que transitam entre o Rock, Pop, Reggae e ritmos brasileiros, como o baião. Destaque para as músicas “Roseira”, “Lua”, “Um, dois, três” e “Carnaval”. A maioria das letras tem cunho sentimental, simbolizadas pelo vermelho das rosas, que se destaca nas fotos do CD e permite mostrar a beleza e a delicadeza do trabalho de Lu Mattos, cuja voz transmite suavidade e autenticidade. A estreia deste trabalho desafiador será no dia 21 de outubro, num show no Palácio das Artes, às 20h30. Os ingressos custarão R$ 10,00 e poderão ser adquiridos na hora.

Belo-horizontina nata, Lu foi introduzida na música ao nascer, quando presenteada pelos pais com um piano. Aos sete anos, iniciou seus estudos na musica clássica. Pouco depois, passou a tocar violão e sob influência paterna, sua carreira iniciou-se. Primeiro no rock, liderando a banda Fata Morgana no final dos anos 90. A maturidade adquirida a fez absorver outros gêneros musicais e aos poucos conseguiu construir sua identidade.

Lu é uma uma única rosa numa roseira em clima árido. Ela está tem um desafio enorme pela frente – o mercado da música autoral, que não é nada fácil de garantir sucesso. Mas ela está determinada e sem medo de encara-lo. O nosso repórter Ícaro Ambrósio bateu um papo com a cantor para tentar compreender melhor os seus planos e entender sua carreira. Veja só!

Antes da entrevista, ouça “Carnaval”, uma das apostas de Lu:

Ícaro Ambrósio Pergunta para Lu Mattos:

Você está caminhando para um novo desafio – o seu primeiro álbum solo que ainda é um projeto autoral. Como você está lidando com essa novidade?
Está sendo bem desafiador porque carrega meu nome e não de um grupo, o que gera mais responsabilidade.  Há muitas novidades aparecendo rapidamente, e ao mesmo tempo estou sendo assessorada por pessoas incríveis. Estou amando esse processo!

O que é mais difícil, arriscar a carreira solo ou trabalhar um projeto autoral?
Com certeza, trabalhar um projeto autoral. É um caminho totalmente desconhecido, imprevisível e que depende da aceitação do público.

Depois de 19 anos trabalhando com música, por que somente agora você decidiu despontar um trabalho solo autoral?
Na verdade, a ideia já vinha sendo trabalhada desde o ano passado, momento o qual achei que estava mais madura para desenvolver esse novo processo artístico.

O vermelho é a cor do álbum novo (foto: Sarah Santos).
O vermelho é a cor do álbum novo (foto: Sarah Santos).

O título do seu álbum é “Roseira”. Por que?
A primeira faixa do CD se chama “Roseira” e, coincidentemente, a consultoria de imagem foi feita em cima de um look mais romântico, delicado e com cores vermelhas e rosas. Foi algo natural.

Se você fosse dar uma cor para este seu trabalho qual seria?
Vermelho com certeza! Acho uma cor quente, revigorante, que ascende, que movimenta. Tudo que quero viver e estou vivendo no momento! Um dos motivos de ter sido a cor básica do CD.

Quando você compõe, quais são suas inspirações?
Varias coisas me inspiram, momentos de alegria, de tristeza, de amor e de dor, ou seja, sentimentos meus ou que permeiam a vida de outras pessoas. Eu também me inspiro em aspectos políticos sociais.

Compor uma música é uma coisa espontânea ou é possível fazer por encomenda?
As duas opções são possíveis. Porém, tenho a impressão que a espontaneidade tem o poder de gerar frutos melhores.

Nesses 19 anos de carreira, você acredita que a indústria musical mudou muito?
Mudou. Hoje com a internet e todas as suas ferramentas, os artistas conseguem impulsionar sua carreira por conta própria. Porém, de qualquer forma, é necessário um bom investimento e assessoria pra que isso aconteça de forma sólida.

Você diz que começou a carreira por influência do seu pai. Qual era essa influência?
Meus pais me influenciaram muito. Minha mãe tocava piano, meu pai violão, ambos me presentearam com um piano quando nasci. E isso nunca passou. Até hoje os dois são extremamente presentes no desenvolvimento da minha carreira musical. Me ajudam e me apoiam sempre.

No palco, ela não usa mais instrumentos. Prefere focar no condicionamento da sua voz (foto: Sarah Santos).
No palco, ela não usa mais instrumentos. Prefere focar no condicionamento da sua voz (foto: Sarah Santos).

O início da sua carreira foi no rock, mas o rock é o seu estilo musical  ou hoje em dia você mantém mais proximidade com outro gênero?
Eu costumo dizer que o álbum “Roseira” traz um pouco de tudo que me influenciou na vida, portanto, hoje, eu tenho proximidade com vário estilos musicais e faço questão de mostrar esse diversidade no meu processo de composição, o rock está entre eles com certeza.

Qual é o estilo musical mais difícil de apresentar?
Não acho que tenha um estilo difícil de apresentar, depende da expectativa que se cria.

Como multi-instrumentista que você é, qual o seu instrumento favorito?
Violão. E é com ele que componho as minhas canções.

Diga ao público o que eles podem esperar de você para o futuro…
Muita música boa! Estamos com projetos lindos e promissores para 2018! Muita coisa vai acontecer! Mas, por enquanto, é surpresa.

Escute também a canção “Céu de estrelas”, umas das que integram o álbum novo:

Ícaro Ambrósio
Ícaro Ambrósio é jornalista e editor-chefe do site O Contorno de BH.

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