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Cirurgia para curar enxaqueca: isso existe?

A enxaqueca (ou migrânea) é a 10ª doença mais incapacitante para as atividades diárias e acomete cerca de 15% da população mundial, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, são aproximadamente 30 milhões de pessoas com o problema, e não faltam motivos para o desencadeamento das crises: estresse, obesidade, sono inadequado, jejum, alguns alimentos, cheiros fortes e tempo seco, entre outros. O tratamento cirúrgico de enxaqueca ganha espaço no Brasil como alternativa para que muitas pessoas possam retomar seu cotidiano normalmente, diminuindo e/ou eliminando o uso de medicamentos.

Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Através de um estudo sobre Lifting Facial e blefaroplastias (cirurgias plásticas de face e pápebras) realizado em Cleveland – Ohio/EUA, em 2000, pelo cirurgião plástico Dr. Bahman Guyuron, foi observado que a maior parte das crises de enxaqueca é desencadeada pela compressão e irritação da inervação facial e pela liberação de neurotoxinas mediadoras de dor, principalmente de um nervo craniano chamado Trigêmio.

Assim, foram identificados vários pontos na face que funcionam como gatilhos da dor de cabeça, principalmente na região da testa (frontal), lateral da cabeça (temporal), nuca (occipital) e atrás dos olhos e nariz (cefaleia rinogênica). Foram, então, desenvolvidas técnicas cirúrgicas de descompressão nervosa para cada ponto, o que constitui a base do atual Tratamento Cirúrgico da Enxaqueca.

O cenário nacional para tratamentos disponíveis está mudando e já vai além dos analgésicos comuns, incluindo anti-inflamatórios e vasoconstritores, isolados ou associados, para manejar a dor. O tratamento cirúrgico é uma arma poderosa no controle da frequência, intensidade e duração das crises.

Ícaro Ambrósio
Ícaro Ambrósio é jornalista e editor-chefe do site O Contorno de BH.

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