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Programa Criança no Museu leva mais de 10 mil pequenos ao Inimá de Paula

Oferecer uma atividade extraclasse que ensina e desperta nas crianças a consciência e a necessidade de preservação e valorização do patrimônio histórico. Esse é o principal objetivo do projeto Criança no Museu, que, em 2018, levou aproximadamente 10 mil estudantes para visitações no Museu Inimá de Paula. Desde 2010, apoiado pela Lei Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, o projeto contempla milhares de alunos, principalmente de escolas públicas, possibilitando a visitação às espaço expositivo com o intuito de compreender como as manifestações artísticas podem influenciar no dia a dia da sociedade.

A praça Afonso Arinos sempre fica lotada para a apresentação dos músicos (foto: divulgação).
A praça Afonso Arinos sempre fica lotada para a apresentação dos músicos (foto: divulgação).

Ao todo, mais de 132 instituições visitaram o museu no último ano, sendo que 90% delas foram da rede municipal ou estadual de ensino. Para viabilizar a ida dos estudantes, o Inimá de Paula disponibiliza o transporte escolar, mediação dos alunos com arte, educadores capacitados e kit com material didático, contendo livreto sobre o pintor Inimá de Paula, suas obras e arquitetura do prédio, além de lápis HB, borracha, apontador, caixa de lápis de cor, régua e lanche.

Em 2018, as escolas visitaram as seguintes exposições itinerantes: Arte e Favela – Memórias Urbanas; Palimpsesto: A Poesia das Cores – Arterial: – Comemoração 60 anos Laboratórios Lustosa e Tridimensionalidades. Os participantes vão desde estudantes regulares, com idade mínima de quatro anos, até adolescentes ou alunos do Ensino de Jovens Adultos (EJA), de 15 a 70 anos, sendo que a dinâmica da visitação é adaptada para atender melhor cada faixa etária.

Os Roteiros

As visitas podem ser guiadas por quatro tipos de temas diferentes e atividades ludicas, de acordo com a necessidade de ensino de cada instituição.

O “Projeto Poético de Inimá de Paula” tem o objetivo de apresentar os princípios do processo criativo do artista, discutir suas características, problematizar  e valorizar  sua  visão,  relacionando os objetos encontrados em seu ateliê, com suas pinturas.

Já o “Mundo Visto por Inimá” proporciona os mais de 60 anos de produção artística e sua vivência, no quesito cultural e social.  O foco é despertar nos visitantes o amor pela arte, ampliar a percepção visual, atenção, memória, imaginação e outros fatores.

A arquitetura e história do museu também podem ser trabalhadas junto aos alunos para despertar o interesse na construção e urbanização de Belo Horizonte. A fase é Arte Decó e caracterizada como protomoderna.  Marca o início do século XX, na segunda era de construção da capital mineira.

Desenvolver gosto pela arte por meio da apreciação de obras é a principal meta do último roteiro educativo desenvolvido pela equipe do museu. As exposições temporárias, desenvolvidas ao longo do ano, são a quarta opção para as instituições, que acompanha agora a “Paisagens que aprendi de cor – comemorativa cem anos de Inimá de Paula” e  toma o eixo da paisagem e da cor e mostra 10 trabalhos diferentes do pintor e as compara com obras de diferentes artistas.

Ícaro Ambrósio
Ícaro Ambrósio é jornalista e editor-chefe do site O Contorno de BH.

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