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Reitoria da UEMG defende que Instituição não pode sofrer mais cortes de verba

Professores e alunos também falaram da precariedade de funcionamento nas unidades da Uemg (foto: Flávia Bernardo).
Professores e alunos também falaram da precariedade de funcionamento nas unidades da Uemg (foto: Flávia Bernardo).

“Como a Uemg consegue tirar o máximo tendo o mínimo? Com o mesmo orçamento de 2013, e descontada a inflação, vemos que o orçamento é muito menor. E ainda propõem o contingenciamento de R$ 12 milhões no custeio. Não dá para tirar mais nada”, constatou a Reitora da Universidade de Minas Gerais (UEMG), Lavínia Borges,  a respeito dos cortes de verba que o governador Zema vem fazendo desde que assumiu.

Como foi constatado por dirigentes da instituição, a UEMG tem hoje praticamente o mesmo orçamento de 2013, de aproximadamente R$ 202 milhões, para atender quase o quádruplo de alunos daquele ano. Em 2013, eram cerca de 5200 e hoje são quase 22 mil, de graduação e pós-graduação, 77% oriundos de escolas públicas.

Lavínia destacou que a universidade tem 20 unidades em 16 cidades mineiras, cinco na Capital. Atuam 1647 professores, 608 técnicos administrativos para oferecer 115 cursos de graduação. Já Fernando Pinheiro Júnior, pró-Reitor de Planejamento, Gestão e Finanças reforçou a impossibilidade de cortar mais, lembrando que sua área foi chamada a contribuir com o corte de gastos e conseguiu: reduzir o contrato de aluguel em Belo Horizonte em mais de 20%; e deixar de gastar R$ 1,5 milhão após substituir o vestibular próprio em 2020 pela adoção dos resultados do ENEM.

Ícaro Ambrósio
Ícaro Ambrósio é jornalista e editor-chefe do site O Contorno de BH.

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