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Dia Mundial de Combate à Osteoporose alerta para cuidados com a doença

Foto: iStock.
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Um simples espirro ou uma crise de tosse podem causar grandes problemas nos ossos de quem tem osteoporose. A doença é mais comum na terceira idade e faz com que a estrutura óssea fique porosa e fraca, muito mais suscetível a fraturas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo, 200 milhões de pessoas são acometidas pela enfermidade, sendo 10 milhões de brasileiros. Por isso, a Fundação Internacional de Osteoporose adotou a data 20 de outubro, como o Dia Mundial de Combate à Osteoporose.

De acordo com a Dra. Bárbara Campolina, médica endocrinologista do Hospital Felício Rocho, a prevenção deve ser feita, principalmente, por meio da prática de atividade física, exposição ao sol e ingestão adequada de cálcio. “Um adulto deve ingerir mil miligramas de cálcio por dia, já o idoso precisa consumir 1.200 miligramas diárias, o que é equivalente a 500 ml de leite e 60g de queijo. O ideal é que essa ingestão seja feita na dieta, porém, se a pessoa não consegue suprir essa necessidade, ela pode utilizar suplementos de cálcio”, ressalta.

A médica explica que o corpo humano acumula massa óssea até aproximadamente os 30 anos de idade, por meio da ingestão de vitamina D e cálcio, e pela prática de atividade física, por isso, quanto maior a quantidade de massa óssea que o indivíduo tiver acumulado, menor o risco de ser acometido pela osteoporose.

Apesar de existir prevenção para a doença, o alto consumo de álcool, tabagismo, grande ingestão de sal na dieta, carga genética e o histórico de doença na família são fatores de risco. “Além disso, várias doenças endocrinológicas podem ter como apresentação a osteoporose. Por exemplo, as doenças da paratireoide, que são glândulas localizadas posteriormente a tireoide, na região do pescoço. O excesso de produção de hormônio por essas glândulas pode causar a osteoporose. A grande quantidade de cortisol também pode provocar a doença, assim como o excesso de GH”, explica.

Por ser uma doença silenciosa e não apresentar sintomas, na maioria das vezes o paciente só é diagnosticado depois de sofrer alguma fratura. Contudo, é possível realizar um rastreamento através do exame de densitometria óssea, que deve ser realizado em todas as mulheres acima de 65 anos e em homens acima de 70 anos, ou em idade mais precoce nos pacientes que estejam no grupo de risco. “A gente quer justamente identificar aquele paciente que tem osteoporose e que ainda não teve fratura para podermos tratá-lo e prevenir possíveis fraturas”, pontua.

Foto: Dido.
Foto: Dido.
Ícaro Ambrósio
Ícaro Ambrósio é jornalista e editor-chefe do site O Contorno de BH.

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